Abertura do evento nesta quinta-feira deu-se em grande estilo. O diretor, produtor e roteirista Luiz Pilar nos brindou com excelente palestra. Durante o bate-papo, contou sobre suas experiências no cinema e TV, pontuou observações importantes acerca das mudanças de perspectivas do retrato do negro (e papéis dos atores negros) na filmografia brasileira.
Dentre as histórias relembradas, remontou a declaração dada pelo cineasta Spike Lee, quando este veio ao Brasil filmar, no Pelourinho, com Michael Jackson, um videoclipe com o grupo Olodum: "Discutimos hoje, nos Estados Unidos, a quem interessa retratar o negro na condição de delinquente, de violento ou do morador restrito ao gueto", questionou.
Pilar contou ainda sobre sua vasta experiência enquanto produtor e depois diretor na TV Globo, da minissérie Malhação às novelas da emissora, a gerência sobre os trabalhos de outros importantes atores negros, como Zezé Mota.
Chamou a atenção para o papel do ator negro na teledramaturgia brasileira, citou a polêmica minissérie "Sexo e as Nega", do Miguel Falabella, que gerou diversas reações na plateia. Além de relembrar personagens negras retratadas como voluptuosas, a exemplo de Xica da Silva, falou sobre os novos movimentos do cinema, que já começa a se despedir da estética de retratar as favelas e passa a produzir biografias musicais.
